CONFIRA AS ESTREIAS DESTA SEXTA, 11 DE MARÇO DE 2011 E APROVEITE!!!!!!!!!
ATENÇÃO: As críticas a seguir são baseadas no julgamento da equipe de jornalistas do G1 e das agências de notícias parceiras do portal.
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'PASSE LIVRE'
(Hall pass)
EUA, 2011 / Comédia
Direção: Bobby e Peter Farrelly
Elenco: Owen Wilson, Christina Applegate, Amanda Bynes.
Crítica: Rick e Fred, na meia-idade, comportam-se como adolescentes bobíssimos. Estão em plena efervescência da curiosidade sexual, como se tivessem 14 anos. Fred, aliás, costuma dar vazão à sua sexualidade frustrada sozinho no automóvel - apenas uma das situações escatológicas vistas aqui e que correspondem ao mais puro estilo dos irmãos Farrelly, que já viveram dias melhores nos tempos de 'Quem vai ficar com Mary' (1998).
A fissura dos dois maridos é tanta que eles acabam conseguindo das esposas um passe livre de uma semana, para fazer o que bem entenderem. Contra a sua própria expectativa, as duas esposas começam a se dar bem na semana livre - e elas bem o merecem. Aí, o filme encrenca, porque falta coragem para ir até o fim das travessuras extraconjugais de todos os envolvidos.
Aliás, não falta só coragem. Falta originalidade, frescor, até mais liberdade. Owen Wilson é claramente um ator capaz de ir mais longe neste universo, bem como Christina Applegate. Mas ambos parecem travados pelas premissas de uma história, afinal, empenhada num bom-mocismo piegas, duro de aguentar. (Neusa Barbosa, do Cineweb)
Leia mais: 'Passe livre' faz comédia com aventuras extraconjugais
'RESTREPO'
(idem)
EUA, 2010 / Documentário
Direção: Sebastian Junger e Tim Hetherington
Crítica: Indicado ao Oscar de documentário 2011, 'Restrepo' é mais um capítulo do cinema a sangue quente dos campos de batalha. Uma das primeiras sensações que desperta é a de estar no próprio front, ao lado dos jovens soldados norte-americanos destacados para o inóspito vale Korengal, no Afeganistão. Com uma câmera sempre instalada no meio deles, quase se pode sentir as balas voando perto do próprio rosto.
O filme acompanha um ano da missão militar no Korengal, que foi descrito como o lugar mais perigoso do mundo. Em todo caso, na hora e meia da projeção, não faltam motivos para acreditar no epíteto.
Sem conseguir ver onde se escondem seus inimigos, os norte-americanos são, muitas vezes, alvos de fogo cruzado. Eles sabem que não têm nenhuma vantagem sobre aqueles que conhecem o terreno e contam com a solidariedade dos escassos moradores da região.
Leia mais: Documentário 'Restrepo' mostra americanos no Afeganistão
'CORPOS CELESTES'
(idem)
Brasil, 2011 / Drama
Direção: Marcos Jorge e Fernando Severo
Elenco: Dalton Vigh, Rodrigo Cornelsen, Carolina Holanda.
Crítica: 'Corpos Celestes' é uma espécie de óvni no cinema brasileiro -- e isso é um elogio. Numa época em que a mesmice destinada ao consumo em massa tende a imperar, o filme tenta fazer algo diferente, ser criativo. Se consegue sempre, é outra questão.
É uma história intimista de tons existencialistas, que transita do drama à fantasia. Ao centro estão dois momentos da vida de Francisco -- interpretado por Dalton Vigh quando adulto. A frase 'a criança é o pai do homem', tornada célebre por Machado de Assis, serve perfeitamente neste caso, uma vez que, na segunda parte, com o personagem já crescido, reverberam momentos e ações de sua infância. Foi nessa fase que ele entrou em contato com a astronomia, ao conhecer um norte-americano que morava na sua cidadezinha.
O filme, no entanto, nunca carrega as tintas, não colocando excessiva ênfase em suas metáforas. Ao contrário, a trama vai se abrindo de forma sutil. Embora nem sempre tudo funcione a contento, o lirismo da primeira parte -- que parece dialogar diretamente com o antigo cinema italiano -- é redentor. Assim como o visual, repleto de efeitos especiais que nunca parecem exagerados ou artificiais.
Leia mais: 'Corpos celestes' é romance com toques de astronomia

Cena do filme 'Corpos celestes' (Foto: Divulgação)


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