
Com este “Big Brother Brasil”, que estreia na terça-feira, após a novela “Fina estampa”, lá se vão dez anos. No primeiro, que estreou na TV Globo em 29 de janeiro de 2002, era difícil prever até onde iria o reality show. Hoje, depois de muitos romances e barracos, o programa vem provando sua longevidade. Tanto que, em sua 12 edição, os 12 novos candidatos ao prêmio de R$ 1 milhão podem até tentar seguir a mesma cartilha que vem sendo usada há uma década. No entanto, a estrutura do jogo, que sempre muda, segue envolta em mistério.
— Eu continuo esperando o inesperado. É uma competição que depende fundamentalmente de seus jogadores — explica o Big Boss Boninho, diretor de núcleo e de criação da atração: — Escolhemos um grupo diversificado, que não representa o Brasil. O “BBB” não foi feito para representar o nosso país. Mas colocamos participantes que, pela nossa expectativa, vão dar uma boa limonada desse limão.
Apesar de não liberar detalhes do novo ano do programa — a Casa de Vidro será reeditada? Mais concorrentes podem entrar ao longo do confinamento? —, Boninho afirma que a produção está voltada para “recuperar o clima dos primeiros ‘BBBs’”:
— Inclusive, provas e dinâmicas. Vamos voltar ao básico. Como sempre, vai ser um ano de surpresas para o telespectador e, principalmente, para os jogadores.
E entre eles, os competidores, há espaço para tipos conhecidos do público — já acostumado a rotular os novos brothers antes mesmo de o programa começar, mas que sempre espera uma novidade. Na ala das bonitonas, comparecem a empresária carioca Fernanda, de 29 anos (nota: após o fechamento da Revista da TV, onde esta matéria foi publicada, Fernanda pediu para sair da atração; sua substituta será anunciada na segunda-feira); a assistente comercial de Minas Gerais Kelly, 23; a estudante de Medicina Laisa, de 23, natural do Rio Grande do Sul, e a mineira Renata, estudante de Psicologia, 21. Fecham a lista feminina a paulista modernete Mayara, 23, que trabalha com arte-educação (e é produtora de filmes pornôs alternativos), e a estudante de Zootecnia Jakeline, 22, da Bahia.
Entre os homens não falta o bonitão da vez: Jonas, de 25 anos e natural do Rio Grande do Sul, já foi Mister Brasil (concurso pelo qual passou Rodrigão, do “BBB 11”). De Goiás, vem Yuri, 26, professor de muay thai e lutador. O único gay assumido desta edição é o representante comercial João Carvalho, 46, de Minas Gerais. Os brothers se completam com o pecuarista de Goiás João Maurício, 34; o projetista de iluminação Rafa, 35, do Rio de Janeiro, e um confinado de última hora: Ronaldo, 31, vendedor e morador de São Paulo, substitui o advogado Netinho, que pediu para sair antes de o reality começar.
— O “BBB 12” marca nosso aniversário de uma década; dez anos em que o mundo se transformou. O programa foi um dos principais palcos no qual se assistiu a essas mudanças, seus sintomas e reflexos — acredita o apresentador Pedro Bial.
Para ele, as questões morais que surgem no “BBB” antes não eram “conversa de salão”:
— Desde o primeiro minuto no ar, o programa conquistou todas as classes, sexos e idades. De minha parte, digo: melhor que fazer televisão, só fazer o “Big Brother”.



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